Louvor e Adoração Pastoral

Uma dor bem canalizada (Sermão do dia 27/04/16)

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Rodrigo Soeiro
Escrito por Rodrigo Soeiro

Mateus 15. 21-28

“Saindo daquele lugar, Jesus retirou-se para a região de Tiro e de Sidom. Uma mulher cananéia, natural dali, veio a ele, gritando: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está endemoninhada e está sofrendo muito”. Mas Jesus não lhe respondeu palavra. Então seus discípulos se aproximaram dele e pediram: “Manda-a embora, pois vem gritando atrás de nós”. Ele respondeu: “Eu fui enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel”. A mulher veio, adorou-o de joelhos e disse: “Senhor, ajuda-me! ” Ele respondeu: “Não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”. Disse ela, porém: “Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”. Jesus respondeu: “Mulher, grande é a sua fé! Seja conforme você deseja”. E naquele mesmo instante a sua filha foi curada.”

Enredo

O texto acima relata que Jesus foi para uma região de Tiro e Sidom. Essas cidades (Tiro e Sidom) eram gentílicas, ou seja, cidades que não faziam parte da grande palestina. No meio dessa viagem de Jesus a essa região junto com os discípulos, a Bíblia relata que uma mulher natural daquele povo não apenas pedia, mas gritava a Jesus: “ Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está endemoninhada e está sofrendo muito.”

Pra nossa surpresa, pra surpresa daquela mulher e pra surpresa dos seus discípulos, Jesus de maneira extremamente “insensível” e “indiferente” não respondeu palavra alguma. Quando os discípulos perceberam uma certa “insensibilidade” e “indiferença” da parte dEle mediante à causa daquela mulher, eles não pensaram duas vezes e disseram mais ou menos assim: “Jesus, já que o Senhor não está nada afim de dar atenção a essa mulher, manda ela embora, pois vem gritando atrás de nós, “enchendo” a nossa paciência!

Naquele momento aquela mãe mudou a “chave”… E agora não gritava mais como uma louca desesperada, mas o texto nos informa que ela se ajoelhou e começou a adorar Jesus, ou seja, ela conseguiu ter uma habilidade psicológica e emocional de transformar desespero em adoração!

Quando Jesus percebeu que aquele pedido desesperado tinha se transformado em uma genuína adoração, o texto relata que Jesus criou uma ponte de diálogo dizendo: “Mulher, não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos!”

Uma pergunta: Porque Jesus usou esse termo cachorrinho?

Jesus usou esse termo pois para o judeu, todos os povos que não eram judeus eram vistos como povos impuros, comparados a sujos cachorros.

Porém, mesmo Jesus falando com esse tom “preconceituoso”, a mulher deu uma contra – resposta dizendo: “Ok, Jesus, o Senhor não quer me dar desse pão, já que o Senhor me chama de cachorrinho, mas me fala uma coisa, até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos?! Quando a mulher disse isso, Jesus respondeu mais ou menos assim: “Mulher, parabéns pela adoração e pelo argumento… Grande é a sua fé! Seja conforme você deseja”. Naquele mesmo instante a sua filha foi curada!”

Aplicação

No mínimo duas coisas podemos aprender com esse texto!

1. Todas as vezes que fizermos da nossa dor uma fonte de desespero, enlouqueceremos com os constantes não’s que Jesus nos der na caminhada da vida. Mas se em todo tempo canalizarmos nossa dor desesperadora em adoração, corremos um grande risco de sermos encontrados como verdadeiros adoradores e por consequência, termos a habilidade de conversar com Ele, tendo a nossa vida transformada através dos milagres que somente Ele pode fazer!

2. Essa mãe representa todos nós…  Povos que não são judeus! Representa brasileiros, americanos, russos, etc. Todos nós que não éramos dignos de comer da migalha da mesa do Senhor e de receber a salvação, mas que através da fé e adoração que oferecemos a Jesus Cristo, hoje podemos sentar na mesa do Pai e sermos reconhecidos não como cachorros, mas como filhos benditos de dEle!

Conclusão

Minha oração é que meio aos não’s de Deus, não venhamos ter uma postura mimada e desequilibrada, mas que venhamos oferecer a Deus uma genuína adoração. Que em meio aos processos mais densos e impossíveis que viermos passar na vida, possamos transformar o nosso desespero em confiança. Que as lutas na vida sejam apenas combustível para nos lembrar, que aquele que começou a boa obra, não é insensível e muito menos indiferente, mas no tempo certo, continuará sendo fiel e justo para com aqueles que O amam.

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Soeiro.

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Sobre o Autor

Rodrigo Soeiro

Rodrigo Soeiro

Rodrigo Soeiro nasceu em 03 de fevereiro de 1.985 em São Paulo. É esposo da Tatiane e pai do Davi e do Lorenzo. Além de cantor, músico, compositor, arranjador, ele também é pastor da Igreja Assembleia de Deus Alto do Ipiranga, conhecida como ADAI.

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