Pastoral

Sabedoria ou Insensatez?

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Tati Soeiro
Escrito por Tati Soeiro

FEMINISMO

“À medida que envelhecíamos, perseguíamos nossos direitos, nossa carreira profissional, e buscávamos criar um nome para nós mesmas. Desprezávamos todos os relacionamentos e responsabilidade que nos impediam de avançar. Retiramos casamento, maternidade e tarefas domésticas do topo para o fim de nossa lista – ou simplesmente riscamos isso tudo da lista. Afinal, éramos muito mais esclarecidas que as mulheres que vieram antes de nós. Até então, o mundo girava ao redor dos homens; agora, giraria ao nosso redor. Obrigaríamos o mundo a se curvar a nossos pés. Decidimos que o papel de esposa era completamente antiquado. Era muito mais excitante ser uma “pantera”. Assim, redefinimos os limites. Mudamos as regras do relacionamento entre homens e mulheres. Cheias de razão, atacamos ferozmente o domínio masculino. Ficamos exigentes e agressivas. Rejeitamos audaciosamente as definições tradicionais de gênero sexual e sexualidade. Reivindicamos nossa liberdade. Trocamos o modelo feminino “Rainha do Lar” pelo modelo “executiva poderosa”. Acreditamos na promessa feminista de que encontramos felicidade e satisfação quando definíssemos nossa própria identidade de decidíssemos por nós mesmas o que significava ser mulher. A transformação aconteceu muito depressa. Em 1996, vinte e oito mulheres se reuniram no quarto do hotel onde Betty Friedan estava hospedada para criarem a Organização Nacional das Mulheres. Mais ou menos cem mulheres se uniram ao protesto contra o concurso Miss América em 1968 e nas passeatas a seguir. Mas por volta de 1970, em New York, vinte mil mulheres participaram da marcha solidária à greve por oportunidades iguais de trabalho, por direitos políticos, e também direito ao aborto, entre outras questões. E, então, o movimento explodiu. Por volta de 1972, milhões cantarolavam “Eu sou mulher”, que virou um hino feminista. A partir da metade da década de 1970, a maioria das faculdades seculares americanas incluía cursos sobre o pensamento feminista em seus currículos. Programas e pesquisas sobre as mulheres viraram febre nacional. Estudos com ênfase nas mulheres eram integrados em praticamente todas as disciplinas. Alunas do ensino fundamental eram orientadas ao feminismo por meio de novos currículos e livros que eram neutros em relação a gênero sexual. Até mesmo as criancinhas eram inundadas com programas de televisão que forçavam um novo paradigma de gênero sexual totalmente neutro: “Livres para sermos quem somos”. “Questões femininas” se tornaram assuntos na hora da política – com legisladores pressionando a favor da Emenda de Igualdade de Direitos, direito ao aborto, direitos reprodutivos [como, quando e com quem ter filhos, informação sobre anticoncepcionais, etc], direito ao divórcio, ação afirmativa [medidas de obrigatoriedade de chances iguais de emprego que previnem discriminação racial, religiosa, sexual e de cor], igualdade de salário, creches públicas, e outros esforços que “impulsionassem” os direitos das mulheres. Bilhões de dólares foram gastos no avanço da causa feminina. O governo estabeleceu comissões nacionais e estaduais e todos os tipos de comissões para lidarem com as questões femininas. Pesquisa feminista, publicações feministas, grupos feministas e ideias feministas proliferaram como mosquitinhos em uma fruteira cheia de bananas super maduras.
O empenho em transformar o universo feminino deu resultado. Hoje, as filhas da nova sociedade adotam prontamente o estilo Garota Poderosa. Grupos musicais compostos só de mulheres, como o Spice Girls, e artistas como Madonna, Lady Gaga e Katy Perry, alardeiam o direito de autodefinição. Adotaram o poder sexual, a liberdade e o direito de redefinirem seu gênero sexual beijando uma garota e gostando disso – gay, heterossexual, bissexual, lésbica, transsexual – tudo vale. A mulher tem direito de escolher. O ideal feminista que foi considerado de uma minoria radical se tornou prevalecente. É o ar que respiramos. As jovens de hoje não se lembram de uma época em que as coisas não eram assim. Pressupõem que definirem a si mesmas – ser impetuosa, autoconfiante, direcionada à carreira profissional, ambiciosa, audaciosa, ativa sexualmente, desafiadora, poderosa e altamente individualista – está no âmago do que significa ser mulher. Em 1970, Betty Friedan encerrou a greve por igualdade com uma previsão flamejante: “Após esta noite, as políticas desta nação jamais serão as mesmas […] Nenhum homem, mulher ou criança irá escapar do ímpeto de nossa revolução!” Suas palavras foram proféticas. A revolução feminista transformou o modo de nossa cultura ver a mulher, a maternidade, o casamento e os padrões morais. Nenhum homem, mulher ou criança de hoje ficou ileso. Em uma única geração, tudo mudou”.

Talvez você esteja perguntando, por que em uma devocional de mulheres está falando tanto de feminismo?
Não houve nada de bom no movimento feminista?
O que tudo isso tem a ver com um estudo sobre a verdadeira feminilidade?

Feminismo abrange muito mais que o fenômeno cultural do movimento pelos direitos das mulheres. É muito mais do que que termos o direito de votar, direito de perseguir uma carreira profissional ou direito ao aborto.

O feminismo identificou alguns problemas sérios?
Identificou.
Propôs mudanças válidas?
Provavelmente sim.
O feminismo pode ser entrelaçado à fé cristã?
De jeito nenhum.
Por que?
Porque introduz uma distorção sutil (as vezes nem tão sutil assim) à maneira de abordar gênero sexual e o relacionamento entre homens e mulheres. Ele contém verdades, mas também apresenta algumas mentiras destrutivas. Em sua base, a filosofia feminista se opõe ao evangelho.

Precisamos conversar sobre o feminismo porque a sociedade defende e promove uma definição feminista de mulher. Talvez você não se ache feminista. Talvez você nunca tenha participado de um seminário sobre feminismo nem lido um livro sobre o assunto. Mesmo assim, suas opiniões sobre a condição feminina certamente foram moldadas por essa filosofia. Sua consciência desperta – quando seus olhos se abrem e elas se enfurecem porque os homens são o sexo privilegiado, e parece que as mulheres sempre acabam na pior. O que temos que entender e estamos tentando mostrar isso em todas as nossas devocionais, é que a nossa descoberta, o nosso olhar não tem que estar nessas perguntas, e sim, entendermos que o propósito maior de homens e mulheres é refletir a história do evangelho, e que é o pecado que joga homens contra mulheres e distorce a beleza do plano divino. O feminismo convoca as mulheres a se desfazer das restrições judaico-cristãs e viver como bem entenderem, e, portanto, a sociedade aprova e até acha bom que as mulheres sejam “atrevidas”. As garotas de hoje são inundadas com a ideia que é legal ser descarada, que para ser uma boa mulher, precisam de um tanto de ruindade. O limite entre o certo e o errado se tornou praticamente indistinto. Embora nossa cultura incentive as mulheres a obscurecerem a distinção, a Bíblia define claramente o que é bom comportamento e o que é mau comportamento.

Provérbios 7
Um pai instrui seu filho em como detectar uma “garota em delírio”.

Provérbios 9
A Bíblia nos conta a história de duas mulheres que estavam ansiosas em receber convidados para o banquete que prepararam. A Senhora Sabedoria – personificação da prudência – convida as mulheres para seu banquete. No entanto, este banquete não é o único da cidade nem é a festa mais agitada. A Senhora Insensatez, ela espera que as mulheres aceitem seu convite, ela garante que em sua festa, todas irão se divertir pra valer!

O versiculo 13 menciona três características da Senhora Insensatez:
Ela é desbocada;
Ela é sedutora;
Ela é ignorante;

“Desbocada” significa que ela é desenfreada. Faz muito barulho e clama por atenção. “Sedutora” significa que ela não se resguarda, é sensual. “Ignorante” significa que ela não sabe o que é correto e apropriado.

A Senhora Insensatez induz os convidados à sua festa do mesmo modo que a Serpente fez com a Eva. Satanás convenceu Eva que a vida desenfreada era encantadora, inofensiva e extremamente promissora. “Nada de mal irá acontecer”. A vida sem regras e sem freios parece tão inofensiva e tão divertida, mas a verdade é que aceitar esse convite significa sufocar o coração aos poucos. Resultando em morte espiritual. A Bíblia afirma que as garotas que aceitam o convite da Senhora Sabedoria conseguem muito mais do que as que aceitam o convite da Senhora Insensatez. Na verdade, mulheres sábias conseguem mais, daquilo que realmente importa nesta vida e na vida futura!

Provérbios 9 descreve todo o esforço da Senhora Sabedoria na preparação do seu banquete. Ela constrói uma casa espaçosa de sete colunas. Ela providencia carne de seu pasto, vinho fino de sua adega, pão fresquinho de seus fornos. É meticulosa com a arrumação e decoração da mesa. Passa dias na cozinha, usando suas receitas favoritas. Ela trabalha duro. É atenta a cada detalhe. Não poupa gastos. Seu desejo é que os convidados participem do banquete mais espetacular e gratificante de suas vidas. A Bíblia resume o assunto para nós, afirmando que se dermos ouvidos a Deus, seremos sábias. Mas se não lhe dermos ouvidos, ficaremos desenfreadas, e quanto mais desenfreamento, mais sofrimento. A solução não esta em voltarmos para a década de 1950, e esprememos as mulheres na cultura estereotipada de “rainha do lar”. Não. A solução – a solução bíblica – é obedecer à Palavra de Deus, e pedir que ele nos ajude a refletir seu design divino nesta cultura.

 

Bibliografia:

Mulher sua verdadeira feminilidade – Design Divino

Mary A. Kassian

Nancy Leigh DeMoss

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Sobre o Autor

Tati Soeiro

Tati Soeiro

Nasceu em 27 de setembro de 1981, na cidade de São Bernardo do Campo em São Paulo. Casada com Pastor Rodrigo Soeiro, mãe do Davi e do Lorenzo.
Formada em Odontologia pela Universidade Metodista, atualmente cursando Teologia na mesma.
Hoje atua na Adai como ministra de louvor e líder das mulheres.

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