Missões Pastoral

O que a ADAI pensa sobre o Evangelho e as finanças?

generosidade
Rodrigo Soeiro
Escrito por Rodrigo Soeiro

Apelos para que pessoas ofertem generosamente para o trabalho de Cristo ocorrem em toda igreja, como deve mesmo acontecer. Embora a oferta seja somente um aspecto das finanças de uma comunidade, os apelos para que se oferte são bons termômetros para se medir a centralidade do evangelho. Se por um tempo o visitante pudesse ouvir somente os apelos financeiros de nossa igreja e nada mais, o que concluiria sobre aquilo que a ADAI crê?

Algumas igrejas contraem sua filosofia de oferta sobre a bênção: “Oferte e Deus te retribuirá”. E há muita verdade nesse apelo. A única área que Deus nos desafia a colocá-lo à prova é na esfera da oferta (Ml 3.10). Esse texto, porém, deve ser mantido à luz da narrativa completa da Escritura. Paulo ofertou sacrificialmente, e terminou sua vida decapitado. Pedro ofertou generosamente, e morreu de ponta cabeça numa cruz. Estevão ofertou corajosamente e com alegria, e foi apedrejado até a morte. Sim, quando morreu, recebeu aplausos de pé de nosso Senhor, e sim, todos estão desfrutando do supremo paraíso agora. Mas nenhum deles teve uma vida de sombra e água fresca.

Outras igrejas constroem sua filosofia de oferta sobre a necessidade, sempre implorando para que as pessoas apoiem a igreja. Líderes mais sábios apelam para um projeto visionário, pois creem, corretamente, que as pessoas ofertam para a visão mais do que para as necessidades. Com que frequência, porém, um líder precisa lançar uma nova visão? E a visão sempre é suficiente? Quantos vídeos emocionantes serão necessários?

A filosofia e prática de oferta de Paulo eram baseadas firmemente na teologia da graça. Quando desafiou os coríntios a ofertar, ele escreveu:

Todavia, assim como vocês se destacam em tudo: na fé, na palavra, no conhecimento, na dedicação completa e no amor que vocês têm por nós, destaquem-se também neste privilégio de contribuir. Não lhes estou dando uma ordem, mas quero verificar a sinceridade do amor de vocês, comparando-o com a dedicação dos outros. Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos. (2Co 8.7-9).

O evangelho nos leva a enfiar a mão mais fundo em nossos bolsos, ao nos lembrar o quão profundo Deus enfiou a mão eu seu próprio bolso. Para estimular a generosidade dos Coríntios na ajuda à igreja empobrecida de Jerusalém, Paulo simplesmente lhes recordou: “Vocês conhecem a graça do Senhor. Deixem a graça do Senhor os impelir a ofertar.”

O orçamento da ADAI é uma afirmação doutrinária. O orçamento revela claramente nossa paixão, que revela nossa teologia e gestão. É hipocrisia adotar uma cultura de igreja que valoriza missões na cidade quando orçamento de jardinagem é maior do que o de missões. Há uma incoerência profunda se as afirmações de visão articulam uma paixão para levar o evangelho às nações, mas o orçamento revela um compromisso minúsculo.

Um orçamento baseado no evangelho refletirá as prioridades do evangelho. Ao fazer um orçamento, simplesmente considere esta pergunta: “O que o evangelho diz que fomos chamados a fazer e ser para os nossos membros nessa comunidade?”. Talvez devamos começar com uma folha em branco e o texto bíblico.

No amor de Cristo Jesus!

Texto de Matt Chandler. Adaptação de Rodrigo Soeiro.

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Sobre o Autor

Rodrigo Soeiro

Rodrigo Soeiro

Rodrigo Soeiro nasceu em 03 de fevereiro de 1.985 em São Paulo. É esposo da Tatiane e pai do Davi e do Lorenzo. Além de cantor, músico, compositor, arranjador, ele também é pastor da Igreja Assembleia de Deus Alto do Ipiranga, conhecida como ADAI.

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