Pastoral

O Poder da Irmandade

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Tati Soeiro
Escrito por Tati Soeiro

Iremos falar sobre o poder da irmandade. Falamos bastante em todas as nossas devocionais sobre o movimento feminista e o quão ruim foi a influência dele para muitas mulheres, porém não podemos deixar de falar, que o poder de estratégia dessas mulheres foram simplesmente fenomenal. O poder de influência que elas tiveram e ainda tem sobre muitas mulheres, isso é indiscutível. Em 1966 Betty Friedan reuniu cerca de 25 mulheres em um quarto de hotel com o objetivo de desenvolverem estratégias para o lançamento do movimento feminista. Em apenas quatro anos mais tarde, vinte mil mulheres marcharam orgulhosamente pela Quinta Avenida em Nova York. Foi perguntado para Betty Friedan: – Como isso aconteceu? – Como as ideias de tão poucas mulheres conseguiram tão grande aceitação? Betty respondeu: – Isso se deve graças ao “Poder da Irmandade”. As mulheres tem grande capacidade de influência, quando trabalham juntas, podem se tornar uma força indomável para mudanças.

Frente a isso eu gostaria de te perguntar: – Se algumas mulheres furiosas e determinadas causaram tamanho impacto para o mal, imaginem o impacto que algumas mulheres cristãs determinadas não causariam para o bem? O que podemos fazer para isso acontecer?

“Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.”
Efésios 2.10

“Seja bem conhecida por suas boas obras, tais como criar filhos.”
I Timóteo 5.10

Uma antiga ladainha do movimento feminista era que a biologia – os ovários, o útero e a capacidade de gerar filhos – não poderia controlar o destino da mulher. De acordo com a palavra de Deus, ser mãe, a capacidade de dar à luz revela nosso propósito e chamado espiritual. Deus “programou” a mulher para gerar e nutrir vidas, todas as mulheres estão equipadas para serem mães, porém nem todas as mulheres estão destinadas a fazerem isso de forma biológica, no entanto o que estamos falando aqui, é a maternidade, em um sentido mais profundo, sendo a essência da feminilidade. O nome da primeira mulher confirma e celebra essa verdade… Eva significa “doadora de vida”. O plano de Deus é que todas as mulheres – casadas, solteiras, férteis ou inférteis gerem vida. O alvo maior de uma mulher deve ser glorificar a Deus e expandir seu reino por meio da reprodução, dando fruto espiritual. O alvo da maternidade é trazer ao mundo filhos que sejam nutridos na fé bíblica, ter e criar filhos é precioso aos olhos da Bíblia. O objetivo mais importante da mulher é ser espiritualmente frutífera. O desejo do Senhor Deus é que cada mulher – mesmo solteira, estéril e a que já passou da idade de procriar – tenha um “lar” e seja “uma feliz mãe de filhos”.

“O Senhor dá um lar à estéril, e dela faz uma feliz mãe de filhos. Aleluia!”
Salmos 113.9

“Cante, ó estéril, você que nunca teve um filho; irrompa em canto, grite de alegria, você que nunca esteve em trabalho de parto; porque mais são os filhos da mulher abandonada do que os daquela que tem marido, diz o Senhor.”
Isaías 54.1

“Cessaram as aldeias em Israel, cessaram; até que eu, Débora, me levantei, por mãe em Israel me levantei.”
Juízes 5.7

Lembram de Débora do livro de Juízes? Sabemos que ela era casada, a Bíblia não diz sua idade, nem se possuía filhos biológicos, porém diz que Débora se via como “uma mãe em Israel”. Débora poderia se descrever como: juíza, profetiza, líder, mas não, ela se intitula como “mãe em Israel”.

A autora do livro conta que ela nunca se casou e nunca teve o privilégio de ter filhos biológicos, porém Deus deu a ela incontáveis oportunidades de investir na vida espiritual de outros, sejam eles filhos de amigos, mulheres mais jovens que Deus pôs em seu caminho ou jovens casais que precisam morar com ela durante um tempo. Ela compartilha a alegria de receber um bilhete nos dias das mães de uma mãe de trinta e pouco anos e que a chama de “Mãe Nancy”. O bilhete diz assim: “Eu não poderia deixar de lhe desejar “Feliz Dia das Mães”! De muitas maneiras, você tem sido uma “mãe” para mim, e eu sou muito agradecida por isso! Eu não seria o que sou hoje sem o seu amor “laborioso”, sem as incontáveis horas de estudo bíblico, sem o tempo precioso em que você me ensinou o que Deus queria. Obrigada por continuar obedecendo a Deus. Obrigada por ser a minha maior incentivadora!”

Uma organização chamada Revive Our Hearts tem vários sites, blogs e páginas do face com o objetivo de ajudar as mulheres a usufruírem de maior liberdade e produtividade em Cristo. Os comentários postados nesses sites nos mantém cientes do que as mulheres pensam, a maioria dos comentários são de adolescentes. Segue um comentário de uma adolescentes: “Não concordo com nada disso. Não sou prestativa, acredite! Eu, tipo, nunca ajudo em casa, embora devesse. Eu simplesmente NÃO SEI COZINHAR. Detesto fazer faxina. Sou teimosa pra caramba, e submissão não é comigo… Não sou do tipo toda feminina. Prefiro um bom jogo de paintball do que fazer bolo! Eu, tipo assim, NUNCA, NUNCA, NUNCA troquei uma fralda na vida! Não tenho o menor jeito com bebês! Falo sério, viu!!!
Adoro estudar, e vou pra faculdade assim que terminar o colegial, e depois de me formar, vou atrás de um bom emprego. Pra ser sincera, acho que não quero ter filhos… Não sou do tipo prestativa, submissa, cozinheira, faxineira, mãezona, e não me enquadro nesse estilo de ser mulher! Então, como é que vou ser tãããooo feminina quando me casar? Tenho de mudar meu jeito? NEM MORTA!”

O que essa garota está afirmando de verdade é que ela não valoriza o que Deus valoriza. As coisas que são preciosas para Deus, são humilhantes para ela. Declarações assim nos causam bastante preocupação:

  • Essas meninas equiparam a feminilidade bíblica à lista de esteriótipos em torno de quem faz determinadas tarefas domésticas.
  • Para elas, cuidar de criança e de afazeres domésticos é desprezível.
  • Elas engoliram o ideal de gênero neutro propagado pela sociedade e não entendem as diferenças inatas entre homens e mulher.
  • Elas acreditam que as mulheres se realizam mais na carreira profissional do que nos relacionamentos.
  • Elas acham que a feminilidade segundo a Bíblia é frustrante; supõem que ela agrida a personalidade e o potencial das mulheres.
  • Elas acham que sabem mais que Deus do que as mulheres precisam para ser feliz.

“Tendo testemunho de boas obras: Se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra.”
I Timóteo 5.10

A responsabilidade para administração do lar cabe primeiro (embora não com exclusividade) à mulher. Quando preparamos lares acolhedores onde Cristo é honrado, estamos criando aqui no mundo um reflexo físico e visível de uma realidade eterna e invisível. Estamos oferecendo aos outros um pedacinho do céu, quer casadas ou solteiras, nosso objetivo é preparar física e espiritualmente um lugar que convide as pessoas ao lar, um lugar que seja: abrigo, cura, descanso, amor, tranquilo e edificante. Um lugar que de uma ideia de como será o nosso lar eterno.

Existem algumas pesquisas que comprovam qua as mulheres de hoje são menos felizes hoje do que eram no início da revolução feminista. Isso nos prova que a felicidade não é fruto de um ideal cultural, o mundo feminino só entrará nos eixos quando entendermos o objetivo supremo para qual ele aponta, cultura, mundo, tudo pode mudar, porém a Bíblia continua a mesma, o que é errado continua sendo errado, e o que é certo continua sendo certo. Temos que levar o legado da feminilidade bíblica transmitindo a geração seguinte, se a nossa geração for descuidada, a geração seguinte irá sofrer, abandonar o design de Deus para nós mulheres provoca efeito devastadores em nossos lares, em nossa igreja e na nossa cultura, temos que estar dispostas a investirmos na vida de mulheres mais novas do que nós.

O modelo bíblico de feminilidade exige que passemos o bastão da fé à geração seguinte, cada uma de nós, rica, pobre, casada ou solteira, temos um círculo de influência, que dependendo do nosso caráter, podemos exercer essa influência para o bem ou para o mal, sem dúvida existe um poder influenciador no “Poder da Irmandade”, temos isso presente no movimento feminista. Chegou a hora de fazermos um movimento diferente, uma revolução pacífica de mulheres que se opõem à onda da sociedade, mulheres que se alegram no design de Deus para elas.

Minha oração é que sejamos impulsionadas a combatermos o pecado, e levarmos um legado para próxima geração. Que possamos impulsionadas pelo poder do Espírito Santo de Deus, impedir a desintegração dos gêneros sexuais, homem ainda é homem, mulher ainda é mulher. Que possamos combater a desintegração dos padrões morais do casamento, da família. Somente Deus conhece a grandiosidade desse poder de influência, e Ele nos deu para exercermos essa influência para o bem.

Termino este estudo aqui desafiando você a fazer diferença, dê um passo adiante, descubra e abrace o design e a missão de Deus para sua vida, reflita a beleza e o coração de Jesus na sociedade em que você vive, passe o bastão da Verdade à geração mais nova, deixe legado, ore intensamente para que o Espírito Santo seja derramado em suas famílias, igrejas, nação e no mundo inteiro.

JUNTAS SOMOS MAIS FORTES!!!!!!!

 

Bibliografia:

Mulher sua verdadeira feminilidade – Design Divino

Mary A. Kassian

Nancy Leigh DeMoss

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Sobre o Autor

Tati Soeiro

Tati Soeiro

Nasceu em 27 de setembro de 1981, na cidade de São Bernardo do Campo em São Paulo. Casada com Pastor Rodrigo Soeiro, mãe do Davi e do Lorenzo.
Formada em Odontologia pela Universidade Metodista, atualmente cursando Teologia na mesma.
Hoje atua na Adai como ministra de louvor e líder das mulheres.

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