Pastoral

Bem-aventurados os pacificadores!

Paz
Rodrigo Soeiro
Escrito por Rodrigo Soeiro

Mateus 5:1-9

Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele, e ele começou a ensiná-los, dizendo: “Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.

 

Enredo

Indo direto ao ponto, nesse versículo nós temos três expressões muito interessantes:

1. Bem-aventurados

2. Pacificadores

3. Filhos de Deus

A expressão Bem-aventurados nós já sabemos que significa Mais que Felizes! Por conta disso, quero me aprofundar com vocês nas outras duas.

A palavra Pacificadores vem do original grego: EREINOPOIOÍ. E o melhor jeito pra entender essa palavra é a gente analisar como ela foi traduzida para a Bíblia inglesa: PEACEMAKERS.

Para aqueles que tem o mais básico do inglês vai saber que essa expressão ao pé da letra para o português significa: FAZEDORES DE PAZ! Aí você pode me perguntar: Qual é a diferença de sermos Pacificadores ou Fazedores de Paz? 

Teoricamente nenhuma. Só que em nosso português, usar a palavra Pacificação as vezes pode parecer APENAS ser algo como “colocar panos quentes em uma situação”. Sendo que a expressão Fazedores de Paz vai muito mais além do que isso, mas nos impulsiona ativamente a sermos construtores de paz em qualquer lugar que um tipo de guerra que estiver estabelecida. Sai de uma esfera passiva e entra numa esfera ativa.

Agora, tem um detalhe muito interessante. Essa palavra grega a gente só encontra apenas uma vez na Bíblia inteira e é justamente nesse texto das Bem-aventuranças! Essa era uma palavra muito conhecida dentro no Império Romano. Todas as vezes que um Imperador Romano saía para uma guerra, o intuito era sempre FAZER A PAZ, ou seja: EREINOPOIOÍ. Só que FAZER A PAZ na cultura do Império Romano era nada mais nada menos que chegar numa determinada região, matar os habitantes daquela região ou no mínimo torná-los seus escravos. Quando isso acontecia, o imperador voltava com a BOA-NOVA dele: Conquistamos mais um território! É nesse momento que a palavra Evangelho também começa a ser conhecida, que significa Boa notícia!

Em resumo, o grande evangelho do imperador ou a grande boa notícia do imperador era que a através de uma grande guerra, ele conquistou os seu inimigos e por consequência tomou posse da terra inimiga!

E pra minha surpresa, a expressão que Jesus usa para falar sobre FAZER A PAZ é a mesma do império romano só que com algumas diferenças rsrsrs…

  • Enquanto que para o Imperador Romano o evangelho deles era conquistar um novo território através da aniquilação dos inimigos, no Evangelho de Jesus Cristo “conquistar um novo território” viria através do amor aos inimigos e no estabelecimento do Reino de Deus;
  • Enquanto que para o Imperador César fazer a paz seria necessário fazer guerra primeiro, para Jesus, fazer a paz é fruto do amor que deve vir primeiro;
  • Enquanto que a paz Romana divinizava o imperador,  a paz cristã tem o interesse último de sermos filhos do único que é divino: Jesus Cristo;
  • Enquanto que no evangelho de César os escravos deviam morrer para poupar o Imperador, no Evangelho de Jesus Cristo o Senhor decidiu morrer pelos seus amigos e inimigos.

Aplicação

Que mesmo vivendo num mundo pós-moderno tão tenso, possamos ser agentes de Deus na busca pelo bem-estar das pessoas. Que sejamos um time de pessoas que venha estar sempre desafiada a promover a paz a partir dos aflitos. Uma paz que de fato seja consolação e bem-estar para as pessoas!

Eu não sei se vocês perceberam, mas esse versículo sobre os pacificadores se encontra no sétimo lugar da lista, é a sétima bem-aventurança. Acredito que a maioria de vocês sabe, mas não custa nada relembrar que sete para os judeus era e é o número da perfeição, ou seja, pra Jesus, o homem e a mulher que desejam chegar mais próximo da perfeição divina não são aqueles que apenas colocam panos quentes numa situação de maneira indireta mas que ao chegarem em algum tipo de guerra nessa vida, venham ter a envergadura cristã necessária para estabelecer a paz aonde a planta dos seus pés se estabelecerem!

Em resumo… Pra Jesus, o homem que deseja a filiação divina na eternidade, não pode ser um encrenqueiro nessa vida mas deve se posicionar como um agente de pacificação!

“Mais que felizes são aqueles que nessa vida promovem a paz e não deixam legados de guerra, pois na eternidade serão finalmente conhecidos como filhos de um Deus que ama!”

Conclusão

Termino esse sermão com um dos versículos mais lindos da Bíblia, que infelizmente achamos que ele só se aplica aos missionários trasnculturais:

Isaías 52:7

Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: “O seu Deus reina! “

Assine a nossa Newsletter

Assine a nossa Newsletter

Receba o melhor conteúdo do nosso blog direto no seu e-mail. Notícias, novidades e muita informação para você crescer em conteúdo e na fé. 

Basta você colocar o seu e-mail aqui embaixo e uma confirmação chegará para você. Deus Abençoe!

Sua assinatura foi registrada!

Sobre o Autor

Rodrigo Soeiro

Rodrigo Soeiro

Rodrigo Soeiro nasceu em 03 de fevereiro de 1.985 em São Paulo. É esposo da Tatiane e pai do Davi e do Lorenzo. Além de cantor, músico, compositor, arranjador, ele também é pastor da Igreja Assembleia de Deus Alto do Ipiranga, conhecida como ADAI.

Nenhum comentário até o momento.

  • Olá, visitante