Pastoral

Açúcar e Tempero

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Tati Soeiro
Escrito por Tati Soeiro

“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.
Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.” Gênesis 2. 18-20

Na devocional passada estudamos qual era o propósito de Deus na criação dos homens e qual é o papel deles aqui na terra. Assim como Deus foi intencional ao criar os homens, nosso desígnio como mulheres não é acidental nem arbitrário. Nosso criador nos fez de maneira única e com propósitos específicos. Ao considerarmos esses propósitos, tenhamos em mente que a sociedade desmerece o plano de Deus e explica de mil maneiras diferentes por que devemos rejeitá-lo. Nós todas já fomos influenciadas, com mais ou menos intensidade, pela mensagem da sociedade ao redor. Então, ao considerar  o plano traçado por Deus, você se sentirá irritada algumas vezes, especialmente quando o plano dele bater de frente com a imagem de mulher promovida pela cultura que nos cerca. Assim, antes de abordarmos o assunto, sentimos a importância de abrirmos o coração ao Pai e dizer: “Sim, Senhor”. Peça que Deus lhe mostre seus caminhos e dê-lhe graça para aceitá-los e viver de acordo com o plano dele para a sua vida.

Em um curso de medicina de reabilitação, a autora do livro que estamos estudando, aprendeu que além das diferenças anatômicas óbvias, homens e mulheres apresentam inúmeras diferenças fisiológicas e psicológicas.

Exemplo:

1. O corpo da mulher é muito mais eficiente no armazenamento de energia (gordura), para que ela tenha reservas quando ficar grávida ou estiver amamentando;

2. O cérebro masculino é maior que o feminino, contudo mulheres têm quatro vezes mais neurônios conectando os lados direito e esquerdo;

3. O corpo feminino produz grande quantidade do hormônio ocitocina, que desenvolve apego, afiliação e enfatiza o instinto materno. O corpo masculino produz grande quantidades de testosterona, que impulsiona os homens a ir adiante, correr riscos, proteger e conquistar.

Quando Deus apresentou a Adão aquela que seria sua esposa, o homem irrompeu em uma poesia que expressa essa diferença fundamental.

 “E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.” Gênesis 2. 23

Em hebraico o nome pelo qual o homem se identificou foi ish, e o da mulher foi ishshah. O som dessas duas palavras hebraicas é praticamente idêntico – ishshah – tem um acréscimo de um final feminino, mas as duas têm significado complementar. Para muitos estudiosos, o termo ish vem da raiz que significa “força”, e ishshah, da raiz que significa “suavidade.” Os dicionários definem “suavidade” como macio; reagir prontamente ao toque; flexível; dócil; delicado; gracioso; tranquilo; bastante agradável; calmo; gentil; meigo; compassivo e solidário. O Novo Testamento usa uma definição parecida – “mais fraco”- para enfatizar que as mulheres são mais tenras, mais vulneráveis. Isso não significa de jeito nenhum que as mulheres são inferiores aos homens. No entanto, as mulheres são física e emocionalmente mais delicadas e, portanto, mais suscetíveis a serem magoadas.

“Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.” 1 Pedro 3. 7

De acordo com I Pedro, Deus espera que os homens honrem as mulheres por causa desse lindo traço feminino. Ele adverte aos homens a não tratarem as mulheres como se elas fossem “um deles”. Deus espera que os homens tratem as mulheres como se elas fossem um cristal finíssimo, e não um pneu de trator! A sociedade programou as mulheres para menosprezarem a “suavidade”. Somos incentivadas a sermos duronas e até mesmo insensíveis. Contudo o modelo de feminilidade oferecido pelo mundo não contém a beleza que Deus nos criou para ser como mulheres. Mulheres amam filmes românticos, choram quando assistem, e ficam toda sentimental. A explicação para as mulheres gostarem de filmes românticos é que Deus nos criou seres profundamente relacionais. No capítulo 2 de Gênesis que lemos no começo, afirma que Deus criou a mulher “para ele”, ou seja, para o homem, a mulher foi planejada para auxiliá-lo a cumprir seu chamado divino, como sua apoiadora e assistente.

“Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem.” 1 Coríntios 11. 9

A mulher foi criada “por causa do homem”, e não o oposto. O fato da mulher ter sido criada “para” o homem também nos ajuda a entender o que reconhecemos instintivamente – que a mulher é relacional por natureza. Ao ouvirmos que a mulher foi criada “para” o homem, muitas de nós se opõem á ideia, porque entendemos que ela dá aos homens a permissão para usar e abusar das mulheres. Nada poderia estar mais longe do ensino bíblico. A reação negativa à ideia de termos sido criadas “para” o homem mostra o quanto nos afastamos da ordem original da criação. Falamos sobre as características físicas das mulheres serem diferentes as características físicas do homem, não só a anatomia, mas também fisiológicas e psicológicas. Porém é importante entendermos que essa realidade é uma simples ilustração que indica uma verdade espiritual eterna bem maior. Afinal, a mulher ter sido criada “para” o homem não significa que todas as mulheres tem de se “amarrar” a um homem. Também não significa que os anseios mais íntimos do coração feminino podem ser totalmente satisfeitos por um homem. É uma ilustração concreta destinada a nos ensinar sobre Deus. É um reflexo do relacionamento eterno para o qual nós todos (homens e mulheres) fomos criados.

A mulher ter sido criada “para” o homem é um lembrete de que a igreja – noiva foi criada “para” Jesus Cristo. A tendência da mulher para as coisas românticas e a criação de relacionamentos é um retrato de necessidade que cada pessoa tem de se conectar com o Senhor. O rei Davi expressou isso muito bem. Ele comparou a sede de sua alma por Deus ao “anseio” da corça por água. Infelizmente, a maioria das mulheres não entendem que somente Cristo pode satisfazer totalmente os anseios mais profundos do coração feminino. Assim, ficam desiludidas quando seus maridos não preenchem todas as suas necessidades, ou, então, se entregam a uma série de relacionamentos passageiros, em busca do homem perfeito. O desejo do coração das mulheres só pode ser satisfeito ou preenchido no relacionamento com Jesus Cristo. Todos os nossos anseios de mulher tem que estar depositados e preenchidos por Jesus.

Na devocional passada, falamos sobre a tarefa que Deus deu a Adão de dar nome aos animais, aprendemos que dar nome significa exercer autoridade sobre ela. Adão entendeu a responsabilidade que Deus lhe deu de liderar a família, suprir suas necessidades, protegê-la e servir-lhe. Assim, quando Deus apresentou Eva a Adão, o homem assumiu imediatamente sua responsabilidade de ser útil à esposa e deu-lhe um nome bastante adequado. Será que Eva sorriu feliz da vida? A bíblia não nos diz. A reação de Eva é muito diferente da maneira que a sociedade ensina as mulheres a reagir quando os homens tomam a liderança. Se Eva fosse feminista, ela teria ficado muito brava quando Adão escolheu seu nome sem lhe consultar. Eva colocaria a mão na cintura e diria: Escute aqui, eu tenho capacidade pra escolher meu próprio nome, fique você sabendo! Talvez a bíblia não registre a reação de Eva porque ela reagiu exatamente como Deus esperava – com alegria e respeito. Ela reagiu de modo natural e apropriado. Foi a reação feliz e sincera de uma esposa sem pecado à liderança de um marido sem pecado. Quando Deus entregou Eva a Adão, os dois agiram conforme as inclinações que Deus lhes deu. Adão tomou iniciativa e Eva correspondeu.

A mulher verdadeiramente cristã é “meiga” – é agradável, ela é “liderável”. A bíblia afirma que essa tendência feminina é uma característica linda e valiosa aos olhos de Deus; característica que se expressa no casamento por meio da submissão da esposa a seu marido. Contudo o espírito meigo e agradável não é apropriado somente às mulheres casadas. É apropriado às mulheres de todas as idades, sem levar em conta o estado civil. A sociedade tenta nos fazer acreditar que as normas bíblicas transformam as mulheres em capachos, em seres passivos e vacilantes que satisfazem os caprichos dos homens imprudentes ou controladores. Contudo nada poderia ser mais falso. É verdade que Deus criou as mulheres para serem responsivas e suaves, entretanto ele espera que ao reagirmos a qualquer situação, tomemos decisões sábias, intencionais, baseadas na bíblia. Deus não quer que suas filhas sejam molengas, apagadas e sem vontade própria. Deus não desrespeita nossa personalidade. E ele não espera que respondemos positivamente as coisas erradas.

Eva se deu mal, ao invés, de pedir conselho ao marido, e permanecer fiel a Deus, ela deu ouvidos à serpente. Porque Eva foi receptiva a uma influência contrária aos caminhos de Deus, ela foi enganada e cedeu à tentação de Satanás. Deus criou suas filhas com espírito receptivo. As mulheres são responsivas. Essa atitude faz parte de nossa natureza. Respondemos ao bem ou respondemos ao mal. Respondemos à verdade ou somos levadas por mentiras. Se não nos determinarmos a sermos receptivas e responsivas     à Palavra de Deus, seremos mais receptivas e responsivas    aos homens, ideias e conselhos errados. Deus criou as mulheres com uma incrível capacidade de criar um ambiente favorável a receber e nutrir vida. As mulheres são especialmente equipadas a transformar uma casa em lar. Somos nutridoras. Criamos lugares férteis. Trazemos vida ao mundo. Deus criou o homem no campo onde ele iria trabalhar um dia (Adão só foi para o jardim depois de ter sido criado). O local da criação do homem parece estar relacionado à sua esfera distinta de responsabilidade. A mulher, porém, não foi criada no campo. Foi criada dentro dos contornos do jardim – do “lar” onde Deus havia colocado seu marido. Esse é um detalhe intrigante, pois a bíblia mostra que a esfera distinta de responsabilidade mulher é a administração do lar. Não me entenda mal, por favor. A mulher tem a responsabilidade “distinta” de administrar o lar, mas não a responsabilidade “exclusiva” de realizar todas as tarefas nele envolvidas. Não significa que o marido e filhos não possam ou não devam ajudar. Significa, porém, que assim como Deus criou o homem para se relacionar com o trabalho de um modo diferente da mulher, ele criou a mulher para se relacionar com o lar e com as pessoas de um jeito diferente do homem. A bíblia ensina que Deus criou a mulher com uma “inclinação” distintamente feminina para o lar. “Estarem ocupadas em casa” está no topo da lista das dez coisas mais importantes que as mulheres mais velhas devem ensinar às mais novas.

“Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,
A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.” Tito 2. 4-5

A bíblia aconselha as mulheres mais jovens a que “administrem suas casas”.

“Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer;” I Tm 5. 14

Ao construir um lar, oferecemos um “abrigo” para onde a família e amigos podem correr e abrigar-se do mundo cruel e frio lá de fora. Um lugar onde descansem e recarreguem suas energias após um dia duro de trabalho . Um lugar onde florescem. Um lugar que os chama e atrai ao “Lar”. Não existe uma formula, ou uma lista pronta, ou uma regra de como criar um lar. Isso você deve pedir à Deus, pra que te oriente à como transformar sua casa (ambiente físico) em um Lar. As duas autoras do livro que estamos estudando, relatam como fazem para deixar o seu Lar aconchegante, com diferenças, uma é casada e outra é solteira. Uma gosta de assar biscoitos para seus filhos. A autora que é solteira ela gosta de receber visitantes de outras cidades, quando seria muito mais simples colocá-los em um hotel. Ela enfeita o quarto com flores e sempre uma mensagem de boas vindas escrita a mão. Quando nós mulheres fazemos essas coisas, e tantas outras parecidas, transformamos ramos secos em um lugar cômodo, tranquilo, quentinho e aconchegante. Todas as mulheres foram criadas para serem “maternal” e “aninhar”. Mesmo que nunca dê à luz filho nenhum, toda mulher é criada para gerar, receber e nutrir vidas. O design físico e visível de nosso corpo indica os aspectos invisíveis e espirituais do design divino e singular da mulher. Nossa pele é macia e nosso corpo curvilíneo, temos útero. Nossa estrutura física mostra que fomos criadas para hospedar, acolher, responder, gerar e nutrir. Isso não significa que todas as mulheres se casam e têm filhos. Não significa que nos vestimos e agimos da mesma forma, ou que fazemos as mesmas escolhas. Deus nos deu personalidade, dons e pontos fortes únicos. A verdadeira feminilidade é diferente de uma mulher par outra e de uma fase de vida para outra. A mulher que gosta de esportes pode ser tão feminina quanto a “meiguinha” que se enfeita de laços e rendas.

No entanto, a bíblia apresenta algumas características universais sobre o que significa ser mulher:
Suavidade;
Criação de relacionamentos profundos;
Espírito responsivo, acolhedor;
Criação de um lugar que gera e nutre vidas;

“A nossa alma espera no Senhor; ele é o nosso auxílio e o nosso escudo.” Salmos 33. 20

A palavra auxílio em hebraico seria “ezer”. Um ezer oferece ajuda total e absolutamente indispensável. Para entendermos as implicações da mulher como “auxiliadora”, temos de analisar em que a mulher deve “ajudar” o homem. O homem foi criadora glorificar e servir a Deus. Esse propósito maior do homem, o que descarta o conceito de que Deus criou a mulher para ajudar o homem a alcançar seus objetivos egoístas. Não. Deus criou alguém para ajudar o homem a cumprir seu maior propósito na vida. A mulher ajuda o homem a glorificar a Deus de um modo que ele não conseguiria se ela não existisse. Na criação, o objetivo claro de Deus foi expandir sua família; seu desejo era que os seres humanos fossem “frutíferos e se multiplicassem”, o que o homem não conseguiria fazer sem a mulher. O papel da mulher é indispensável para que o homem cumpra os planos de Deus. A mulher é auxiliadora do homem da mesma forma que a igreja é auxiliadora de Cristo. Juntos, Cristo e a igreja produzem frutos. Nova vida. Novos discípulos. Juntos, expandem a família de Deus e, assim, glorificam o Pai. Mais uma vez, o mundo visível nos ensina realidades invisíveis mais importantes. A união do marido com a mulher gera vida física. Da mesma forma, a união invisível de Cristo e a igreja produz vida espiritual. O propósito da ajuda feminina não é exaltar o homem. Não tem nada a ver com ele ou com ela. A ajuda da mulher contribui para que os dois alcancem um propósito eterno maior e mais nobre, muito mais amplo e significativo que sua própria existência individual. A mulher trabalha e serve junto do marido tendo em vista o mesmo objetivo para o qual ele trabalha e serve. Que objetivo é esse? A glória de Deus. O relacionamento entre o primeiro casal, Adão e Eva, era um paraíso de amor, união e alegria, antes do pecado corromper. Hoje mal conseguimos imaginas essa união perfeita.

Esses estudos sobre a criação do homem e mulher pode ter despertado em você o mesmo número de perguntas e respostas, como por exemplo:

E como ficam os direitos das mulheres?

Quais as implicações disso nas decisões que tomo sobre relacionamentos, casamento e filhos?

Como afeta minha abordagem à educação, carreira, trabalho?

Como posso cultivar um espírito manso sem violentar minha personalidade ou virar capacho?

O que faço se o meu casamento parece mais um inferno do que um paraíso?

Como posso viver de acordo com o plano divino quando os outros não vivem?

Entender o ideal de Deus é uma coisa, aplicá-lo ao mundo caído e despedaçado pelo pecado é outra bem diferente. Mesmo assim meu desejo é que essas 3 devocionais que tivemos tenham aberto os nossos olhos para o significado da verdadeira masculinidade e feminilidade, e tenham nos levado a ver a beleza do design traçado por Deus a todos nós homens e mulheres.

Bibliografia:

Mulher sua verdadeira feminilidade – Design Divino

Mary A. Kassian

Nancy Leigh DeMoss

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Sobre o Autor

Tati Soeiro

Tati Soeiro

Nasceu em 27 de setembro de 1981, na cidade de São Bernardo do Campo em São Paulo. Casada com Pastor Rodrigo Soeiro, mãe do Davi e do Lorenzo.
Formada em Odontologia pela Universidade Metodista, atualmente cursando Teologia na mesma.
Hoje atua na Adai como ministra de louvor e líder das mulheres.

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